Celebrou-se ontem o Dia Internacional da Mulher - em tempos foi chamado de Dia internacional da Mulher Trabalhadora. A sua origem remonta às manifestações de 8 de Março de 1857, quando operárias da indústria têxtil e vestuário se manifestaram em Nova Iorque reivindicando melhores condições de trabalho e salários condignos. As manifestações sucederam-se por muitos anos, com as mesmas exigências e ainda a de que fosse concedido o direito de voto às mulheres. A primeira celebração deste dia ocorreu nos Estados Unidos da América em 1909. Em 1975 as Nações Unidas acabam por adoptar a data de 8 de Março para a celebração internacional que ainda hoje perdura.
Na actualidade a celebração não é feita com manifestações, optando as mulheres por juntar-se em grupos e, com o pretexto do Dia da Mulher, invadir restaurantes indianos e chineses, fazer umas patuscadas e apanhar umas bebedeiras que por vezes terminam em casas de strip-tease masculino. Neste dia nem o marido mais tacanho se recusa a ficar em casa com os miúdos, nem o namorado mais ciumento faz trombas pelos excessos da sua bem-amada - pelo menos em público.
Alguns homens protestam, alegando que é injusto não existir o Dia do Homem. Tal é absolutamente errado, já que tal dia é desnecessário, pois os homens - ou a maioria deles - podem sair de casa e apanhar bebedeiras, com grupos de amigos ou sozinhos, sempre que queiram.
Tendo começado como data simbólica para a emancipação da mulher, actualmente este dia resume a sua função a permitir que qualquer sopeira possa sentir-se uma Mata Hari, fumando uns cigarros, bebendo uns copos e apalpando uns strippers. Quem fica a ganhar são os indianos que vendem rosas e os donos dos restaurantes chineses...
Em todo o caso, e com o maior respeito, aqui ficam as minhas felicitações, embora atrasadas, a todas as mulheres do mundo, por mais um dia que lhes é dedicado. Afinal de contas, que seria de nós sem elas?
terça-feira, 9 de março de 2010
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