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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

1895 – O primeiro automóvel em Portugal

Panhard et Lavassor de 1895

Há 115 anos chegou a Portugal o primeiro automóvel a circular neste cantinho à beira-mar plantado. Não era qualquer automóvel, mas sim um Panhard-Levassor idêntico ao que pouco tempo antes ganhara a primeira corrida de sempre, o Paris-Bordéus-Paris, ou seja, uma verdadeira "bomba" para a época.

O carro, que tinha sido importado de Paris por D. Jorge, quarto conde de Avilez, um jovem aristocrata de Santiago do Cacém, começou a causar confusão logo à chegada ao porto de Lisboa, pois os funcionários da alfândega, após a máquina ser desencaixotada, não sabiam como a qualificar para efeitos de pagamento das respectivas taxas aduaneiras; se como máquina agrícola ou como "locomobile" (máquina movida a vapor). Foi adoptada a última definição.



Após atravessar o Tejo chega ao Barreiro, a primeira localidade a ouvir o barulho do seu motor V2 de 1290 cc, onde inicia uma louca viagem até Santiago do Cacém, a primeira realizada por um automóvel em Portugal. Perante o terror de uns e o deslumbramento de outros, lá segue a sua correria rumo ao Litoral Alentejano, à louca velocidade de 15 Km/h. A máquina dava cerca de trinta, mas como ainda não havia SCUTs nem autoestradas, aliás, as estradas não passavam de caminhos, a maior parte das vezes antigas estradas romanas, o percurso foi feito a uma velocidade mais reduzida, embora estonteante para os padrões da época.

A 11 de Outubro de 1895, pelas 5 da tarde, dá-se a chegada a Santiago do Cacém, no meio de grande festa e curiosidade popular, isto depois de uma atribulada viagem, que acabou por incluir o primeiro acidente de viação registado em Portugal, após a viatura atropelar um burro, algures pelo caminho. Foi também pelo caminho que houve necessidade de proceder ao primeiro reabastecimento, também mal sucedido, seguindo-se a primeira reparação, que poderá também classificar-se como a primeira "assistência em viagem", já que, à falta de outro combustível, decidiram encher o depósito com petróleo de iluminação, o que fez com que o motor não trabalhasse, obrigando à sua completa limpeza para seguir viagem, após atestado com combustível próprio, que entretanto chegara, provavelmente transportado em carroças.

Conta-se que o Conde de Avilez, embora as viagens fossem bastante duras, devido não só ao estado das estradas, mas também ao facto dos rodados do carro não serem muito diferentes dos das carroças, em madeira e com aros de ferro, se deslocava bastantes vezes no seu novo veículo, destacando-se de entre as suas épicas viagens umas idas a Beja e a Évora.

Em 1910, ano da implantação da Republica, o Panhard et Levassor foi vendido pelo Conde ao senhor Mariano Sodré de Medeiros, pela quantia de setecentos mil réis, mas este, pouco agradado com as performances da viatura, acaba por o trocar por um Decauville, vendido pelo senhor João Garrido, do Porto. Não se sabe se este terá sido o primeiro automóvel a circular no Porto, um Decauville comprado por Alberto Henriques Andersen em 1897, equipado com um motor Benz de 3 cv. No entanto é convicção geral que este terá sido o primeiro negócio de troca de automóveis em Portugal.

Decauville - modelo Wartburg de 1898

Desde então nada voltou a ser como era; as estradas e autoestradas não param de se multiplicar, o parque automóvel nacional ronda os 6 milhões de veículos, a gasolina e o gasóleo continuam a aumentar, a poluição e as doenças nervosas causadas pelo trânsito estão para ficar, os engarrafamentos também e nos próximos dias prevê-se que se registem actos de protesto de automobilistas junto às ex-SCUT. A confusão que o sacana do Conde foi arranjar...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A anedota mortífera

Não vou enveredar pelo caminho fácil e começar a fazer trocadilhos com a palavra "anedota". Podia dizer que o governo é uma anedota, que o debate sobre o orçamento de estado vai ser uma sequência de anedotas ou que carregar com mais impostos pessoas que vivem no limiar da pobreza enquanto os mais ricos continuam a encher-se alegremente, nem como anedota seria aceitável, quanto mais como realidade, mas não vou utilizar esse truque baixo, embora a tentação seja grande, quase na proporção da grande anedota em que este país se vem tornando.
Nada disso, trata-se apenas de um sketch dos Monty Python, retirado da série Monty Python's Flying Circus, que passou na televisão portuguesa nos anos 80, "A anedota mortífera", aqui legendada em português do Brasil. Adoro o trabalho destes tipos e gostava bastante que a série, embora velhinha, voltasse à televisão portuguesa. Para quem não conhece ou para quem quer recordar.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Jogar pelo seguro


A Commonwealth, anteriormente chamada Comunidade Britânica, é formada por 55 países independentes que compartilham laços históricos com a Inglaterra, as excepções são Moçambique e o Ruanda. Actualmente estão a decorrer os XIX Jogos da Commonwealth, entre 3 e 14 de Outubro, em Nova Deli, na Índia, com a presença de 71 delegações, nem todas correspondentes a países, como seja o caso da Ilha de Man, num total de mais de 7000 atletas.

Esta espécie de Jogos Olímpicos dos países de língua inglesa tem sido cenário e tema para muitas e variadas confusões. Desde o atraso na conclusão das infraestruturas aos problemas de segurança, passando pela qualidade da alimentação até à duvidosa salubridade das águas das piscinas, tem havido de tudo. Diga-se a propósito que mais de 50 nadadores - 40 americanos e 12 australianos - sentiram-se mal depois de terem passado pelas piscinas de treinos, sendo que dois australianos, por sinal grandes pretendentes ao pódio, não chegaram a alinhar para as séries de 100 metros mariposa e 100 metros costas. O presidente da Federação dos Jogos da Commonwealth, Mike Fennell, apressou-se a declarar que a água e a alimentação são testadas, e que está a ser feito todo o possível para que os atletas possam competir ao seu melhor nível.Entretanto são já vários os casos de doping registados nestes jogos, o maior evento multidesportivo até hoje realizado na Índia, o que só tem contribuído para aumentar todas as polémicas em torno dos mesmos.

Desporto à parte, mas muito saudável na mesma - certamente não estavam à espera que me desse ao trabalho de vir aqui só para comentar uns jogos da treta praticados por malta que tem o inglês como língua oficial - tem sido a actividade sexual na Aldeia dos Jogos. E como é que eu sei disso? Fácil! É que, segundo a própria organização, há dias ocorreu mais um problema: as canalizações da Aldeia dos Jogos ficaram entupidas, causando enormes transtornos a todos os que lá residem durante os jogos. O motivo foram milhares de preservativos que têm sido lançados para as sanitas e lá se foram acumulando até levar ao colapso total do sistema sanitário.

O tal presidente dos jogos, Mike Fennell, mais uma vez veio dar a cara - espero que não tenha dado outra coisa qualquer e contribuído para o caos escatológico - minimizando a importância do acontecido e felicitando os atletas por praticarem sexo seguro. Faltou-lhe apenas explicar ao pessoal que aquelas coisas não são para deitar na sanita...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tudo pela pátria

Os israelitas são uns tipos muito dedicados à pátria e, certamente, eles lá terão as suas razões culturais, históricas, religiosas, económicas e outras. Expulsos da sua terra e perseguidos, obrigados a atravessar mares que se abriram para o efeito e depois afogaram todos os perseguidores, as grandes travessias do deserto que não deviam ser pêra doce, a perseguição dos nazis que levou ao extermínio de milhões de judeus, a porrada continuada com os vizinhos, que nunca vai terminar, a preocupação em como gerir algumas das maiores fortunas do mundo e, ainda assim, continuar a fazer com que cresçam à conta de outros mais incautos, são apenas alguns bons motivos para tamanha dedicação.

Todos os cidadãos maiores de 18 anos cumprem serviço militar, independentemente do sexo (3 anos para os homens e 2 para as mulheres), passando depois à reserva onde cumprem períodos de serviço, que podem variar em função das necessidades, mas que habitualmente duram de 30 a 60 dias por ano. As mulheres servem na reserva até aos 24 anos, enquanto os homens o fazem até aos 40. Para os que pretendem seguir a carreira militar, a aposentação ocorre após 20 anos de serviço.

Toda a gente sabe que os judeus actuais, quando não estão a dar cabeçadas no Muro das Lamentações, estão entretidos com uma guerra qualquer ou então a engendrar esquemas para enriquecerem ainda mais de uma forma que não lembrava ao mais pintado. Vai daí que os seus serviços secretos não sosseguem um minuto, recuperando um traidor fugitivo aqui, eliminando um dirigente inimigo ali, sequestrando um activista mais além ou espiando seja o que for acolá. Isto por todo o mundo e abrangendo áreas de interesse tão dispersas e variadas que nem eles próprios devem saber quais são na totalidade.

Como é apanágio dos países daquela parte do mundo, a política e a governação estão estreitamente ligadas à religião, que tudo controla, tal como aqui na Europa acontecia no passado com a religião católica. Assim sendo, certos actos do estado, nomeadamente das forças armadas ou de segurança, dependem do sim da igreja, para serem considerados legítimos.

É nesse contexto que um senhor rabino, de seu nome Ari Shvat, de quem nunca ouvi falar antes nem nunca vi mais gordo nem mais magro, vem aliviar os responsáveis e operacionais do Mossad (os tais serviços secretos super-bons, que se fartam de limpar o cebo a malta por esse mundo fora e de fazer as falcatruas mais mirabolantes que se possam imaginar), afirmando, como conclusão de um estudo elaborado para o efeito, que as mulheres israelitas podem dormir com o inimigo, no interesse da segurança nacional.

"Illicit Sex for the Sake of National Security" é o título da obra - se quiserem, traduzam vocês a coisa à vossa maneira - que aponta exemplos bíblicos, como o da rainha Ester, que terá casado com um rei persa, que se crê ser Xerxes, para salvar o povo judeu, ou o de Yael, uma mulher casada que seduziu o general Sisera, o qual matou, com o mesmo fim.
No Mossad são várias as agentes que recorrem aos seus dotes sexuais e de sedução para levar a cabo as suas missões, a mais conhecida de todas, Cheryl Bentov, Cindy de seu nome de guerra, seduziu Mordechai Vanunu, um antigo técnico nuclear israelita que revelara segredos sobre o programa atómico, fazendo com que ele a acompanhasse de Londres a Roma, onde acabaria por ser raptado e levado para Israel. Também o assassínio de operacionais do Hamas tem, variadas vezes, sido conseguido com o recurso a estas "funcionárias de S. Valentim". Chamam a este tipo de operações "honey traps".

O rabino diz que o Talmude há mais de 1000 anos considera louváveis tais actos. "Os nossos sábios de abençoada memória elevaram tais actos de dedicação ao topo da pirâmide dos mandamentos da Lei Judaica". Esclarece ainda que o ideal é que tais agentes devam ser solteiras, em todo o caso, se forem casadas, aconselha que se divorciem antes de levar a cabo tais missões, voltando a casar-se com o ex-marido após concluído o "trabalho", evitando assim situações de adultério.

Tintoretto - A mulher apanhada em adultério

È só rir maltinha. Então se estiverem divorciadas não é adultério? Bem visto. Até os chulos não consideram o trabalho das prostitutas como traição, afinal é só trabalho e se trabalho é trabalho e conhaque é conhaque, então para quê o divórcio? O homem vai ao ponto de sugerir uns divórcios em série, uns quantos papéis pré-ajustados aos quais faltam apenas pequenas formalidades para se tornarem válidos, de modo a fazer face a missões urgentes. Um rir completo!...

Resta acrescentar que ele nunca vai ter esse problema - mesmo que a respectiva esposa, levada pelo fervor patriótico e por uns calores mais mal apagados, ao saber da douta opinião do marido, resolva oferecer-se como voluntária para uma dessas missões - pois a Lei Judaica não permite que as esposas dos sacerdotes recorram a esta artimanha, por maior que seja a ânsia em servir a pátria, já que os sacerdotes não podem casar com mulheres divorciadas.
Muito bem prega São Tomás, faz como ele diz, não faças como ele faz.


domingo, 10 de outubro de 2010

Auxiliai o ceguinho

Há muitos anos atrás havia um cego que costumava ter o seu local de trabalho na Avenida Alfredo da Silva, aqui no Barreiro, mendigando esmola a quem passava. "Auxiliai o ceguinho.", era a sua lengalenga (na realidade não se tratava de uma lengalenga, era mais uma espécie de ladainha). Fosse o que fosse, isso não interessa para nada, apenas serve de paralelismo com um outro pedinte, só que este não tem pinta de mendigo (também correu o boato segundo o qual, após a morte do ceguinho da avenida, uma fortuna enorme teria sido encontrada em sua casa, juntamente com registos de propriedade de vários imóveis), e está convencido que cegos são os outros todos. A história já foi mais que contada, mas para os menos atentos convém dar mais uma passagem.

Um senhor deputado à Assembleia da República, daqueles que são eleitos pelo povo para que o represente no exercício das suas funções, ao sentir-se atingido pelas novas medidas do governo (vai ver o seu salário mensal reduzido de 3700 para cerca de 3515 euros, ao qual acrescem 67 euros diários a título de ajudas de custo), vem dizer que se a cantina da Assembleia estivesse aberta à noite ia lá jantar (a rapaziada paga 4,65 pela refeição), pois o ordenado de miséria com que fica após o saque dos 5%, levado a efeito pelos seus camaradas que estão no governo, não lhe dá para nada, acrescentando que "Os deputados são de longe os mais atingidos na carteira." É preciso ter lata! A maioria da população está quase a ter de ocupar o lugar do ceguinho ali na avenida e o alarve vem queixar-se de uma forma que só pode ser gozo.
Há tempos uma outra deputada, pela qual também não nutro especial simpatia, embora por factos diferentes, chamou-lhe "palhaço" em plena Assembleia. Por uma vez sou obrigado a concordar com a senhora...

Neste caso até tenho pena de não ter votado no homem, pois se o tivesse feito teria legitimidade para lhe dizer que não se prendesse por mim, ficava dispensado de me representar com tão grande sacrifício da sua barriguinha e podia voltar lá para a terra. Assim só posso dizer-lhe que, se estiver disposto a tal, bem pode arranjar um pensionista ou um trabalhador daqueles que sobrevivem(?) com o salário mínimo, disposto a trocar de lugar com ele, pois esses já estão acostumados a viver com pouco, e ele cá fora sempre se amanha melhor. Certamente ia aprender a gerir convenientemente o seu dinheirito e, pelo menos, não andava a mamar à conta e ainda por cima a dar baile ao pessoal. Por agora chega, não bato mais no ceguinho. Prefiro dedicar-lhe este vídeo:


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Algo de bom

Às vezes algo de bom acontece, quando se tenta há mais probabilidades. Este filme de Rui Vieira, concebido para a LG Portugal, à volta do conceito "Life's Good", é mesmo algo de bom. Da ideia à montagem, passando pela música e fotografia, é quase perfeito; que pena o som ser típico do filme português, em que, por vezes, só a legenda nos permite tomar conhecimento das falas dos personagens.

sábado, 4 de setembro de 2010

Pequeno-almoço

O pequeno-almoço é a mais importante refeição do dia, pois o corpo passou várias horas a dormir, sem se alimentar, e está mesmo a precisar de combustível, para sentir-se bem e apto a enfrentar o novo dia. Infelizmente a maioria, ou pelo menos grande parte das pessoas, tem pouco tempo, sempre em stress para chegar a horas ao emprego ou levar os miúdos à creche, e não toma um pequeno-almoço saudável, ficando-se por um bolo e um café, ou algo no género, geralmente engolidos à pressa ao balcão de uma pastelaria qualquer, em vez de comer os cereais, as frutas, a tosta integral, o iogurte ou o ovo mexido.

Se durante a semana o tempo escasseia, há que aproveitar os dias de descanso para por o seu organismo em forma. A melhor forma de iniciar um fim-de-semana é fazendo um bom e prolongado pequeno-almoço, logo ao acordar, e assim ficar preparado para enfrentar as filas de carros a caminho da praia, os magotes de gente nos centros comerciais, as birras das crianças que querem sempre algo que nem sabem bem o que é ou a voz esganiçada da sogra no banco de trás, reclamando por tudo e por nada e mandando bitaites sobre a forma correcta de conduzir um automóvel e como fugir ao trânsito.

Desenho de Lucio Oliveira

Acreditem que estes conselhos são para o vosso bem, embora eu não me sinta ofendido se vocês acharem o contrário, afinal já alguém disse, e com uma grande carrada de razão, que "se os conselhos fossem bons não eram dados, eram vendidos".
Sigam o exemplo deste amigo, comendo um bom pequeno-almoço para começar o dia em grande.
Bom fim-de-semana para todos e obrigado a quem me indicou o vídeo.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Estrelas de Hollywood apostam no rock

O título acima apareceu na revista Notícias Sábado, num artigo dedicado a diversos actores de sucesso que são também músicos e cantores, não apenas a brincar lá em casa ou em festas de amigos, mas com discos gravados, concertos ao vivo, fãs dedicados e tudo o mais que é inerente a uma estrela de rock, incluindo o dinheirinho.

Tim Robbins, Hugh Laurie, Kevin Costner, Bruce Willis, Keanu Reeves, Russel Crowe e Johnny Depp, são apenas alguns dos que enveredaram pela música, com sucesso significativo. A reportagem está interessante e deixa-nos, pelo menos àqueles que desconhecem esta faceta de tão famosas figuras, com vontade de saber mais sobre o assunto, nomeadamente ouvir para crer se todos eles são tão bons no palco de um concerto como o são nas telas dos cinemas e nos plasmas das televisões.

Para vos poupar o trabalho da busca vou deixar aqui uns exemplos, depois depende do gosto de cada um; ou continuam a preferir o rapaz a partir a boca a um bandido qualquer ou a conquistar a moça mais bonita do filme, ou começam a ser fãs do talento musical da estrela que já o era antes.

Bruce Willis and the Accelerators - Devil Woman


Hugh Laurie and Band from TV - Will it go round in circles


Russel Crowe and Marcia Hines - Testify


Will Smith - Switch


Estes exemplos são muito bons, os outros que vi nem por isso. Gostei bastante, em especial, do Dr. House, grande malha musical!... Para quem queira ler o tal artigo, aqui fica o link para a Notícias Sábado.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sabe o que é sexo ocasional?

A Televisão Popular de Angola (TPA) fez uma reportagem em que perguntava na rua às pessoas se sabiam o que era o sexo ocasional. O vídeo já não é recente mas é bastante interessante e merece uma vista. Grandes angolanos, há um que chora e tudo...

Sexo ocasional


Já agora, para compor melhor o ramalhete, vou deixar aqui mais umas coisitas dos nossos amigos angolanos.

Gripe A


Muitos filmes de f***


Até parece que estou a ver os leitores a rirem dos angolanos, coisa que não deviam fazer, pois trata-se de um país irmão e já vivemos todos sob a mesma bandeira. Acontece que, aquando da separação, eles escolheram primeiro e ficaram com este excelente pessoal, nós, sem oportunidade de escolha, fomos obrigados a ficar com os alentejanos.

A propósito desta fantástica amizade entre dois povos, vou deixar aqui um vídeo que nos recorda um grande momento de convívio, mais concretamente o jogo amigável(?) entre Portugal e Angola, realizado em 2001 no antigo estádio José de Alvalade.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Para afastar maus espíritos

De vez em quando, todos nós, somos invadidos por pensamentos ou sensações menos positivas que parecem ocorrer sem sentido e nos deixam um bocado macambúzios. São os tais dias menos bons. Como hoje estou um pouco assim, vou deixar aqui um toque do meu remédio: música, muito boa, daquela que não ouvimos todos os dias. Variar os ritmos ajudar a descontrair a mioleira.

Todas as músicas deste post já foram interpretadas e remontadas vezes sem fim, em alguns casos por centenas de diferentes artistas. Aqui ficam algumas das melhores e mais originais versões jamais feitas, para apreciar e ajudar a afastar os maus espíritos.

Knocking on Heaven's Door - original de Bob Dylan
Dolly Parton e Ladysmith Black Mambazo


Behind Blue Eyes - original dos The Who
Limp Bizkit


Summertime - original de George Gershwin
Janis Joplin


Nothing Else Matters - original de Metallica
Apocalyptica


With a Little Help From my Friends - original dos Beatles
Joe Cocker


No woman, no cry - original de Bob Marley
Gilberto Gil


Stairway to Heaven - original dos Led Zeppelin
Frank Zappa


Baby I Love Your Way - original de Peter Frampton
Big Mountain


Orion - original dos Metallica
Rodrigo y Gabriela



My Way - original de Claude François
Nina Hagen


Bolero - original de Maurice Ravel
Frank Zappa


Satellite of Love
- original de Lou Reed
U2


Esta coisa das covers dava pano para mangas e nunca mais tinha fim, mas creio que um dia destes vou voltar ao tema. Para já espero que estas vão enchendo as medidas, se não ficaram mais bem dispostos, certamente não terão ficado pior. Deus deu-nos duas orelhas para podermos desfrutar da música em estéreo, embora também façam um jeitão a quem usa óculos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A dança que parte pénis

Por enquanto ainda não é praticada por cá, mas a moda tem tudo para pegar. A famosa dança que parte pénis chama-se Daggering e é bastante popular na Jamaica. Actualmente só é praticada em festas de rua e clubes clandestinos pois a música foi proibida na televisão e na rádio, devido ao seu cariz sexual e agressivo.

Para os interessados em aprender, aqui fica um tutorial:



Médicos de diversos hospitais da Jamaica garantem que o número de acidentes continua a aumentar, devido à forma como os jovens se entregam completamente à dança. Eis um pequeno exemplo:



Perante a aparente submissão das mulheres (há quem discorde e diga que se trata de uma forma de libertação), diversas organizações feministas já se revoltaram considerando que este tipo de dança constitui um retrocesso na emancipação e libertação das mulheres.

A rapariga do vídeo seguinte não parece sentir-se incomodada. Eu diria que houve ali uns segundos em que se libertou completamente...



Estou em crer que não vai faltar muito para este tipo de dança chegar à Europa, pessoal desejoso de partir o pau há por aí aos montes...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Mamona bate recorde nacional

O título acima é integralmente reproduzido de uma notícia do Correio da Manhã. É um dos tais casos em que embora seja verdade, a intenção é chamar a atenção dos leitores, uma boa parte deles tão prevertidos como os que vieram aqui ao blogue atraídos pela parangona, levando-os a esperar encontrar algo que, afinal, é bastante diferente do real conteúdo da notícia (certamente procuravam qualquer coisa mais neste género...).
Pois é, quem esperava descobrir qual o recorde que foi batido pela Mamona, fica a saber que foi o do triplo salto, e o feito foi alcançado nos Campeonatos da Europa de pista descoberta que decorrem em Barcelona. A atleta portuguesa Patrícia Mamona qualificou-se para a final do triplo salto com uma marca de 14,12 metros, o que constitui novo recorde nacional.

Os que esperavam outro tipo de recorde podem ficar algo desiludidos, mas é um bom resultado para a Mamona e para o atletismo nacional. Já agora recomendava à moça uma mudança de nome, para evitar futuros embaraços. Uma última nota: sabem que há uma atleta portuguesa, de grande gabarito, diga-se em abono da verdade, que se chama Anália? Não sei qual será o recorde dela, mas que o nome pode dar aso a uns bons trocadilhos e a uns títulos insidiosos, isso é verdade.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Comentadores distraídos

Às vezes os chamados comentadores televisivos, neste caso desportivos, ficam um bocado distraídos e falam sem se preocupar em verificar se estão ou não no ar. No jogo de ontem o resultado foi este. Na próxima que lhes calhar terem de fazer reportagem lá para os lados da Luz, não me parece que tenham tarefa fácil...

Tiroteio entre ciganos para encobrir pan... homensexual

Estas coisas da honra têm muito que se lhes diga, e quando se trata de ciganos ainda mais. Veja-se o caso deste tiroteio destinado a evitar que a orientação sexual de um deles viesse a ser do conhecimento geral.
Coitada da família da moça, que tem menos meios que a do seu ex, o tal que é pan... homemsexual. Se houver alguém que queira ajudar, pode enviar qualquer tipo de armamento, de preferência armas de fogo, para a Rua da Fábrica das Moagens, na Picheleira. A família da jovem agradece e promete só usar o material se for atacada. Descansem que as armas não vão disparar por uma paneleirice qualquer...


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Prince dá de beber à dor com Ana Moura

Foi ali para os lados do Meco que, no passado fim-de-semana, a música que ficou célebre na voz de Amália Rodrigues recebeu nova roupagem, graças ao talento de Prince e à voz de Ana Moura. Há quem lhe chame "Vou dar de beber à dor", enquanto outros preferem chamar-lhe simplesmente "A Casa da Mariquinhas".



Além de me congratular por ver uma música portuguesa tão antiga cantada por um dos maiores símbolos da pop, pese embora não ser, nem de longe nem de perto, amante ou especial apreciador de fado, gostaria também de fazer um pequeno reparo: "A Casa da Mariquinhas" é um fado de Alfredo Marceneiro, que nada tem a ver com o sucesso de Amália que mereceu a atenção de Prince, como podem confirmar vendo este vídeo.